A repulsa e o choque provocados por imagens de pedofilia divulgadas na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, na quarta-feira, mostram o nível de violência que o crime pode atingir.O delegado da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), Renato Hendges, diz que já sabe quem produziu as fotos e que a prisão é uma questão de tempo. Ele afirma que o inquérito policial deve ser concluído em até 30 dias.
A rede de pedofilia que atua na internet a partir de Florianópolis incentivou, na tarde de quinta-feira, a rápida aprovação da lei que obriga o cadastramento de clientes e a instalação de câmeras de vigilância em lan houses. A medida promete inibir a ação dos responsáveis por práticas ilegais via web.
As imagens, cedidas pela Polícia Civil e exibidas na tribuna pelo deputado Kennedy Nunes (PP), mostram simulações de atos sexuais com crianças de dois e seis anos. Segundo Hendges, um dos delegados mais veteranos do Estado, este é caso mais difícil que ele já teve em mãos em 43 anos de serviço público.
— Toda a vez que pego o material, me sinto mal. As cenas são chocantes. O código dos pedófilos é fazer a criança ser torturada, queimada e sofrer até a morte, se for preciso — afirma ele.
As fotos foram feitas em Florianópolis e fazem parte da investigação policial que começou em março deste ano. Segundo Hendges, uma das caraterísticas da ação dos pedófilos é que suas vítimas são crianças bem novas.
— Eles vão a uma lan house e distribuem as imagens de abuso infantil até para fora do país. Quanto menor for a criança, mais eles ganham dinheiro — explica o delegado.
A nova lei irá ajudar a polícia a encontrar os criminosos. Com a legislação, as lan houses têm 60 dias para efetuar a instalação das câmeras. Também é preciso manter por dois anos o cadastro de todos os usuários dos estabelecimentos.
Só no último mês, a Delegacia de Jogos e Diversões de Florianópolis investigou três denúncias de pedofilia pela internet a partir de lan houses. Diário Catarinense

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